Gerenciamento de riscos na agricultura

  • Agronegócio

Nenhuma atividade está livre de mudanças inesperadas e, em tempos tão complexos quanto os atuais, quem souber como se prevenir de eventualidades, em qualquer que seja o segmento do mercado, ampliará bastante as chances de sucesso em sua tomada de decisões. Diante dessa realidade, aprender sobre o gerenciamento de riscos na agricultura pode ser muito interessante.

Sabemos que esse é um setor que pode ter as suas oscilações e, embora tenha um papel preponderante para a economia mundial, pode ter a sua produtividade afetada em função de crises econômicas, intempéries climáticas e diretrizes governamentais, especialmente no que diz respeito às suas commodities.

Pensando nisso, desenvolvemos esse conteúdo, para exemplificar os principais métodos e ferramentas. que o produtor precisa para assegurar seus resultados. Confira abaixo um pouco mais sobre o assunto, temos certeza que encontrará algo que lhe auxilie na gestão do seu negócio agrícola!

Afinal, o que é uma commodity?

O termo commodity — ou commoditie — tem a sua origem no inglês e pode ser traduzido como mercadoria. No entanto, a sua definição atual é muito mais ampla, pois o seu conceito está relacionado ao comércio internacional e a segmentos como o agronegócio, em que é compreendido dentro da troca de produtos, bens e serviços entre diferentes países no dia a dia.

Um ponto importante para entender as commodities é que elas se caracterizam por serem iguais em qualquer local ou momento, ou seja, são produtos uniformes. Na prática, uma commodity que está sendo vendida nos mercados europeus não será diferente de outra do mesmo tipo na África do Sul, no Brasil, na Coreia do Sul ou na Austrália, por exemplo.

Embora as commodities estejam fortemente relacionadas ao ramo agrícola, elas não são uma exclusividade desse setor. Commodities minerais, como petróleo, ouro e minério de ferro, além das ambientais, como madeira e água, vêm sendo muito disputadas nos dias de hoje. Títulos financeiros também, apesar de haver menor controle sobre, podem ser considerados commodities, como o Euro e o Dólar.

O que faz um produto ser uma commodity agrícola?

Embora existam muitos tipos diferentes de commodities, como pudemos ver acima, não dá para negar que as inerentes ao setor agrícola estão entre as mais tradicionais e com grande importância no mercado, sobretudo para países em desenvolvimento, como o Brasil. No entanto, para ser considerada uma commodity agrícola, é preciso que o produto reúna algumas características.

Em linhas gerais, a commodity agrícola é um artigo primário e, como dissemos, uniforme com o de outros lugares. Além disso, para ter esse nome, o item deve ser comercializado em bolsas de valores de todo o planeta, através da compra e venda de ações, indicando que o produto conta com um valor comercial elevado ou um posicionamento estratégico.

Via de regra, as commodities podem ser produzidas em larga escala e armazenadas sem maiores dificuldades ou impactos em sua qualidade. São artigos de origem primária, ou seja, matérias-primas de grande importância para o mundo, bastante negociadas, pouco industrializadas e que não se pode fazer diferenciação de marcas.

O preço de uma commodity deve ser determinado pelo mercado internacional, e esse acaba sendo um dos seus atributos mais relevantes. São as bolsas e pregões que definem o valor no momento, de acordo com as leis de oferta e procura, que atuam em sintonia com uma série de acontecimentos, estratégias, conjunturas, e assim por diante.

Quais são as principais commodities brasileiras?

Como uma commodity é, de uma maneira geral, uma matéria-prima, não é difícil perceber que elas são recursos de suma importância em um país com vasta extensão territorial, solo fértil e características climáticas favoráveis como o Brasil. Aliás, o mais comum é que as nações em desenvolvimento tenham uma grande dependência de suas commodities — não só pela perspectiva de gerenciamento rural, mas também, pelo impacto que isso causa na gestão financeira da nação como um todo.

Desde o período colonial e, dependendo do produtor rural e seus produtos (grandes e pequenos) até os dias de hoje, o nosso país é amplamente reconhecido por ser um grande exportador — muitas vezes com os melhores resultados — de uma série de artigos agrícolas, dentre os quais podemos destacar algodão, café e cana-de-açúcar, por exemplo. Contamos com diversos grandes produtores rurais e mão de obra bastante especializada para tais cultivos.

Qual a importância econômica das commodities agrícolas?

Com o passar do tempo, o mercado é que foi ditando as regras do comércio internacional. Hoje, as nossas commodities principais são o petróleo, o café, o suco de laranja, o gado de corte, o alumínio e o minério de ferro. A soja também entra nessa lista, com elevada relevância estratégica devido ao seu alto valor de venda, o que a torna uma das responsáveis por alavancar nossa economia.

Aliás, exceto pelo suco de laranja, todos os itens citamos acima são exportados para servirem de matéria-prima para outros artigos da cadeia produtiva. O alumínio, por exemplo, pode ser um componente essencial para quase tudo na indústria; a soja faz leite ou molhos; o petróleo vira gasolina; e assim por diante.

As commodities impulsionam nossa economia e, muitas vezes, acabam sendo responsáveis pelo superávit da nossa balança comercial. Isso ocorre mesmo que estejamos expostos, eventualmente, à decisões externas de valores, que faz com que os países produtores tenham menos liberdade em precificar esses itens, que poderiam ser vendidos por um preço ainda maior.

O que é o gerenciamento de riscos em commodities?

O conceito de gerenciamento de riscos está relacionado aos processos de planejamento, organização e controle de recursos, de forma a minimizar os riscos e incertezas que possam surgir — de preferência, com antecedência ou em tempo real. No universo das commodities, a coisa não muda de figura e, como vimos, elas são negociadas nas bolsas e oscilam de acordo com interesses comerciais.

Os países produtores estão expostos a intercorrências em seus processos produtivos, bem como a fatores externos que influenciam nos preços. Essa volatilidade pode ser causada por questões de descolamento de oferta e procura, por falta de um bom gerenciamento estratégico, sazonalidade da lavoura ou até mesmo estratégias comerciais protecionistas.

O gerenciamento de riscos em commodities, portanto, ajuda o produtor a ter melhor controle dos seus negócios, protegendo margens e permitindo que o humor do mercado melhore. Isso pode ser feito com cálculos precisos dos custos de produção, análise de mercado diárias, gestão integrada de riscos e até mesmo com simuladores de operações, como um software de gestão agrícola.

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