Como melhorar o processo de operação portuária? 5 práticas que você deve fazer

  • Logística

Em uma boa logística, seguir um fluxo que não prejudique as etapas e operações é essencial. Qualquer intercorrência que acontecer pode afetar consideravelmente as ações, levando ao atraso na entrega de mercadorias. Por mais que pareça um pouco óbvio, não é incomum encontrar falhas que atrapalham o andamento das operações.

A logística nos portos é feita considerando o embarque e desembarque dos mais diversos produtos. Essas mercadorias podem seguir para diferentes destinos, e melhorar os processos é essencial para ter máxima eficiência. Nesse sentido, aprimorar as operações portuárias e colocar em prática processos mais hábeis ajuda muito para não haver atrasos.

Por isso, veja 5 práticas que ajudarão a melhorar o processo de operação portuária que você deve começar a realizar imediatamente para ter bons resultados!

1. Avalie se as condições externas pode influenciar no transporte

As condições externas podem ser incontroláveis, entre eles estão os fatores climáticos ou a tábua de maré, que podem impedir o atracamento ou desatracamento dos navios. Por mais que muitos desses problemas possam ser previstos conferindo as previsões meteorológicas e o horário das marés, ainda assim podem ocorrer situações inesperadas — e é preciso estar sempre preparado para tais ocasiões.

Além do clima, há outras questões que podem dificultar as operações. Um deles é que a quantidade de tampas do navio e o modo como os contêineres são distribuídos podem influenciar no tempo de embarque e desembarque, levando as operações a durarem até dias além do previsto. Nesse contexto, a movimentação de cargas é prejudicada e afeta outros aspectos logísticos.

Outro ponto é a espera por cargas externas. Por vezes, após o embarque de mercadorias já estar quase finalizado, ainda é necessário por horas ou dias até que uma carga externa chegue. A infraestrutura intermodal é outro tópico delicado, uma vez que os meios de transportes e as condições levam os produtos até os portos. Portanto, é preciso ter estratégias que contem com alterações e mudanças externas.

2. Conheça os limites de capacidade dos terminais

Cada porto tem um complexo físico diferente, com instalações que fazem parte da estrutura portuária. Desse modo, os portos contam com terminais de tamanhos variados, o que influencia na capacidade de cada um deles. O desempenho operacional pode ser todo comprometido se o limite for inferior à demanda.

Portanto, conhecer quanto cada terminal comporta ajudará a montar os processos da logística no porto para ter máxima eficiência. A sobrecarga prejudica as ações e causa ineficiência, provocando um desequilíbrio. Com isso, são gerados atrasos, fila de espera de navios para atracar, maiores custos (como a estadia do navio no porto) e outros problemas com a prestação de serviços. Dessa maneira, é necessário conhecer esse limites e administrar o que vai para qual terminal.

3. Cheque possíveis obstruções nos fluxos operacionais

Reconhecer os gargalos que atrapalham as operações é o primeiro ponto para ir em busca de soluções. Para fazer isso, checar e procurar essas possíveis aberturas para falhas e erros deve ser um trabalho constante. Essa checagem é feita desde o transporte até a saída do navio carregado. Da estrutura física aos processos da logística, tudo deve ser observado para encontrar possíveis obstáculos nos fluxos operacionais.

Assim que a mercadoria chega no porto ainda há uma série de ações a serem realizadas. Entre elas estão a armazenagem, estocagem, empilhamento dos produtos e movimentação até o embarque no navio. Ou seja, há um longo caminho em que podem ocorrer problemas e causar ineficiência. Seja para importação ou exportação, as atividades seguem determinado fluxo e qualquer obstrução em um dos procedimentos afeta diretamente no MPH (Movimento Por Hora).

A melhor maneira de não impossibilitar esses processos de atraso é prevenindo-os. Conferir em detalhes as etapas e procurar por esses gargalos antes que os problemas apareçam é a alternativa mais sensata para que o fluxo siga, sem afetar o planejamento portuário.

4. Identifique oportunidades de automação

Com o auxílio da tecnologia, muitas das atividades nos portos já podem ser feitas a distância, bastando alguns comandos em softwares de automação. Na Europa já é comum encontrar nos portos equipamentos como portêineres (equipamentos que carregam e descarregam contêineres nos navios) e RTGs, que são conhecidos como transtêineres e transportam os contêineres no pátio.

A modernização e investimentos em aparelhos e equipamentos é fundamental para otimizar o tempo e os processos nos portos. A automação é uma forma de ter mais agilidade e conseguir acompanhar diversos procedimentos em tempo real e aumentar a produtividade. Terminais com sistemas de carga e descarga automatizadas, com leitura ótica e outros sistemas tendem a ter melhores resultados do que os que contam serviços totalmente manuais.

Saber utilizar a tecnologia torna as atividades mais dinâmicas e diminui muito as chances de erros, o que acontece com mais frequência quando se trata de trabalho feito por humanos. Os softwares e equipamentos modernos são desenvolvidos para melhora no fluxo operacional e potencializam o plano de logística da empresa.

5. Adapte a sua infraestrutura e utilize bons equipamentos

Uma infraestrutura defasada é um dos principais fatores que afetam a produtividade nos portos. Pontos como estruturas antigas, equipamentos e maquinários que não recebem manutenção periódica e estão com defeitos, influenciam diretamente no desempenho da logística da sua operação portuária. Até mesmo a troca de turno dos colaboradores é importante ser bem realizada e, dessa forma, há uma melhora no tempo dos processos que tornam o ciclo mais eficiente.

Escolher equipamentos modernos e com capacidade adequada para cada tipo de serviço é primordial. Um maquinário antigo pode ser muito prejudicial devido à sua lentidão e também tendem a oferecer menos segurança. Por isso, optar por máquinas modernizadas é um investimento que pode reduzir custos e gerar mais lucro, uma vez que deixa a logística mais otimizada.

Dessa forma, a locação é uma ótima opção, já que garante equipamentos de alto desempenho e que estão sempre atualizados. Além disso, a manutenção é feita por uma empresa experiente, que deixa as máquinas em pleno funcionamento. Assim, a locação tem um custo menor se comparado aos valores de compra de um maquinário novo.

A diminuição do tempo médio para armazenar, estocar, carregar e descarregar a carga é muito positivo, já que reduz o período que o navio fica atracado, o que renderá muitos benefícios para a empresa. Portanto, investir na melhoria da operação portuária terá impactos significativos a curto, médio e longo prazo.

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