Você sabe como realizar a compactação do solo?

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A compactação do solo é um dos aspectos mais importantes em uma obra, pois garantirá a segurança tanto durante quanto após esse período. Assim, essa etapa deve ser feita de forma adequada, garantindo eficiência, independentemente do tipo de solo.

Como consequência de sua importância, a compactação do solo demanda um profissional extremamente capacitado, que conheça o processo, a fim de proporcionar o objetivo principal: aumentar a densidade do solo para que rupturas e erosões não coloquem a estrutura em risco — nem os usuários. Quer saber mais sobre esse assunto? Então, leia este texto! 

O que é a compactação do solo para a construção da obra e para que serve esse procedimento?

Existem diferentes tipos de solo, que podem, inclusive, coexistir em um mesmo terreno. Diante disso, ao executar uma obra, é necessário que o solo apresente determinada resistência, a fim de suportar as cargas transferidas da estrutura para a fundação. 

A compactação é justamente uma ferramenta que auxilia nesse processo de melhoria da resistência do solo, pois consiste em reduzir o índice de vazios e a umidade que estão presentes. O objetivo é que o solo se torne mais resistente por meio da melhoria das qualidades mecânicas e hidráulicas — diminuindo a permeabilidade e aumentando a resistência ao cisalhamento, para que futuramente não ocorram rupturas que possam ocasionar fissuras, trincas ou até mesmo o desmoronamento de uma edificação.

Esse processo de compactação pode ser tanto manual como mecânico, ou seja, ele pode utilizar equipamentos de vibração, impacto ou pressão — que tornam o trabalho mais rápido e eficiente. 

Como a compactação do solo deve ser feita?

A compactação aumenta a resistência por meio da redução do espaço entre as partículas de solo, tornando a movimentação mais difícil. Entretanto, esse resultado é alcançado considerando as características de cada solo, o teor de umidade e o índice de vazios. 

É importante ressaltar que a retirada total de umidade não é positiva para o solo, pois a partir de um ponto, começa a reduzir a sua resistência. Assim, para que a compactação do solo seja feita adequadamente, deve-se seguir algumas etapas. Confira.

Ensaio de compactação

Também conhecido como ensaio de proctor ou ensaio normal de compactação, ele é padronizado pela ABNT. Aqui, em geral, é utilizado um cilindro de 1dm³. 

Esse ensaio consiste em separar uma amostra de solo, secar, destorrar e colocá-la em uma umidade que seja 5% abaixo da considerada ótima. Após isso, essa porção do solo será inserida dentro do cilindro em cerca de ⅓. 

Depois, são desferidos 26 golpes uniformes com um soquete, respeitando uma altura de 30,5 cm a cada golpe. O processo é repetido novamente para a altura de ⅔ e, depois, até a borda — ou seja 3/3. Após, o solo é pesado em uma balança, para determinar a massa específica seca e a umidade.

A amostra é secada novamente, e a umidade é aumentada em 2%. Todo o processo é repetido, até descobrir a nova massa específica seca. Com isso, será possível traçar uma curva, a fim de definir a umidade ótima para cada tipo de solo. 

O ideal é que esse processo seja realizado por um laboratório, pois assim as características e os comportamentos do solo serão conhecidos corretamente, possibilitando que a compactação seja realizada com segurança e eficiência.    

Preparação do terreno

Essa etapa consiste em realizar o levantamento topográfico prévio para determinar os cortes e aterros que serão elaborados. Entretanto, também envolve o momento de execução, a fim de que as cotas projetadas sejam corretamente executadas e seja possível a movimentação de terra. 

Quando existe uma camada superficial com matéria orgânica, geralmente, ela é removida por ser prejudicial à qualidade final do solo. Em alguns casos, também é necessário já incorporar sistemas de drenagem.

Seja com o solo existente no local ou com um solo emprestado — que veio de outro lugar e que tenha sido ensaiado —, é essencial ficar atento à forma de transporte e espalhamento. É preciso verificar, por exemplo, se a umidade está adequada ao que foi ensaiado ou se houve alguma alteração em decorrência de chuvas intensas ou outros fatores. 

Caso a umidade no local esteja diferente da ótima determinada no ensaio, é necessário realizar a correção. Além disso, deve-se determinar os equipamentos mais adequados, assim como o processo que será utilizado. Após todas as definições e verificações, o solo deve ser espalhado conforme o planejamento. 

Uso de máquinas e equipamentos

É importante definir os equipamentos e maquinários para cada tipo de solo. Afinal, eles demandam tratamentos diferenciados. Inclusive, por isso, existem diversos tipos de rolos compactadores. O rolo liso, por exemplo, é recomendado para a grande maioria dos solos, exceto para areias uniformes e siltosas. 

Já os rolos pé de carneiro são recomendados para solos finos ou grossos, desde que haja concentração de finos superior a 20% — sendo ideal para solos argilosos. Por sua vez, os rolos pneumáticos podem ser utilizados em diversos tipos de solos e em materiais granulares — por isso, são muito usados na pavimentação. 

Enquanto isso, os rolos vibratórios são ideais para os solos granulares. Portanto, costumam ser empregados nos subleitos de estradas. Outro equipamento muito usado é o mini rolo compactador por ser uma excelente opção de substituição ao compactador do tipo sapo, gerando maior produtividade e velocidade, além de ser recomendado tanto para obras pequenas quanto para aquelas cujo maquinário não é capaz de acessá-las.

Assim, por meio desses equipamentos, pode-se fazer tanto o acerto da capacidade de carga de um solo como empregá-los para obras de maior porte na construção civil, uma vez que, para as obras de menor porte, a fundação costuma ser dimensionada considerando a situação atual do solo, não demandando a compactação. 

Quais são as dicas para melhorar a compactação do solo?

Para que a compactação do solo seja realizada com eficiência, proporcionando resultados finais de qualidade, é essencial observar e atender as normas técnicas existentes — NBR 7182 de 2016 e DNER 162 de 1994.

Ainda, é importante observar as normas regulamentadoras quanto ao uso dos equipamentos de proteção individual e coletiva, além das NRs referentes a outras etapas, como a 7, 9, 11, 12 etc.

Ademais, como vimos, os equipamentos precisam ser escolhidos de acordo com o tipo de solo. Também devem ser respeitados os detalhes de cada processo, pois o modo de compactação varia de acordo com cada tipo de rolo. Por exemplo:

  • o rolo de pé de carneiro demanda que a compactação seja de baixo para cima, considerando camadas de 20 a 25 cm de espessura e 8 a 10 passadas;
  • o rolo pneumático demanda a compactação de cima para baixo, em camadas de 30 a 40 cm e 4 a 6 passadas;
  • o rolo vibratório demanda que a compactação seja por meio de vibração, em camadas de 60 a 100 cm e 2 a 4 passadas. 

Como vimos, a compactação do solo é uma atividade de extrema importância e seriedade. Por isso, deve ser feita por meio de estudos, ensaios e cumprimento das normas, deixando de lado achismos ou incertezas. Para que o resultado final seja eficiente e seguro, além de seguir todas as diretrizes aqui apresentadas, é importante contar com equipamentos de qualidade. 

Assim, entre em contato com a Armac, pois podemos ajudar a melhorar a eficiência e a produtividade durante a obra por meio da locação de equipamentos e maquinários de confiança para a compactação do solo, além de oferecermos total suporte!

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